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24 de Agosto - Dia da Infância

  O Dia da Infância nos convida a refletir sobre os direitos e as necessidades das crianças, uma pauta que deveria estar presente todos os dias. A infância não é só uma fase que passa rápido, é a base do desenvolvimento, da construção de valores. Garantir atenção, cuidado, oportunidades e ensino é reconhecer que cada criança merece crescer com respeito e dignidade. A fotografia é uma aliada nesse caminho. Ela permite ensinar as crianças a olhar de outro jeito, a pensar sobre o que estão vendo e decidir o que querem registrar. E mais tarde, essas imagens se tornam um jeito de revisitar a infância e lembrar do que foi vivido de forma concreta, sensível e verdadeira.

A arte de educar (Rubem Alves)

  Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu. O educador diz: “Veja!” e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente… E ficando mais rico interiormente ele pode sentir mais alegria – que é a razão pela qual vivemos. Já li muitos livros sobre Psicologia da Educação, Sociologia da Educação, Filosofia da Educação… Mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à Educação do Olhar. Ou à importância do olhar na educação, em qualquer um deles. A primeira tarefa da Educação é ensinar a ver… É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo… Os olhos tem de ser educados para que nossa alegria aumente. A educação se divide em duas partes: Educação das Habilidades e Educação das Sensibilidades. Sem a Educação das Sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido. Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões ...

A fotografia é para quando não der mais para repetir

Rubem Alves dizia que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. Ver o invisível. Ver a beleza escondida nas coisas simples. Na fotografia acontece o mesmo. O que faz sentido não é apenas o clique da câmera, mas o olhar que enxerga a criança como ela é: inteira, curiosa, única. Quando fotografamos com respeito, não registramos apenas uma imagem. Registramos a sensação de ser visto. E para a criança, ser vista é se sentir amada. Fotografar é educar com o olhar. É ensinar que o mundo é belo, que o tempo importa, que a memória é casa onde o afeto se abriga. Eu digo que a verdadeira fotografia não é para o agora, mas para o futuro. Quando a criança crescer, olhar para si mesma e reviver histórias através de uma fotografia.

19 de Agosto, dia Mundial da Fotografia.

Imagem
A fotografia não é feita apenas para o hoje. Ela é para quando não houver mais tempo. Para quando a correria virar saudade, quando o agora já não puder ser vivido de novo, e cada detalhe registrado se transformar em um a herança, um verdadeiro tesouro. Fotografar é muito mais do que apertar um botão. É arte, porque eterniza com sensibilidade o que os olhos muitas vezes não conseguem guardar. É conexão, porque aproxima quem ama e revela emoções genuínas. É afeto, porque cada clique carrega o calor de um abraço, o sorriso espontâneo, o brilho de um olhar. É registro, porque documenta histórias únicas. E é memória, porque mantém vivo aquilo que o tempo insiste em levar. Hoje celebramos a fotografia. Mas, na verdade, celebramos o que ela representa: a chance de reviver.